Pároco

Pe. José Paula Vilela

Vigário Paroquial

Pe. Jose Antônio Nogueira

Festa do Padroeiro

São Manoel- 17 de Junho

Igreja Matriz

Avenida Antônio Carlos, 132 Mutum - MG

Telefone

(33) 3312-1214

Whatsapp

(33) 3312-1214

E-mail

paroquiasaomanoel@hotmail.com

Paróquia de São Manoel

Criação – 31 de Outubro de 1912

Mutum Capela do Rio Pardo (Iúna)

 

O município de Rio Pardo (Iúna), criado em 1890, quando da promulgação da primeira Constituição Republicana do Espírito Santo, foi desmembrado do município de Cachoeiro do Itapemirim. Nesse tempo, Mutum pertenceu a Rio Pardo, em 19/6/1912. “Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Mutum figura nos municípios de Rio José Pedro – Ipanema e Rio Pardo – Iúna.” Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Marechal Hermes, sendo desmembrado do município de Rio Pardo e com sede no atual distrito de São Manoel do Mutum, ex-povoado. Constituído de três distritos: São Manoel do Mutum, Bom Jardim e São Sebastião do Ocidente, todos desmembrados do município de Rio Pardo. Em 30/11/1914, o município passa definitivamente para as terras mineiras, primeiro pelo Decreto Estadual nº 4.304, de 19 de janeiro de 1915, e depois ratificado pela Lei Estadual nº 673, de 5/9/1916. Nessa lei já aparecem os três distritos: Sede, Ocidente e Bom Jardim (Roseiral). A Paróquia São Manoel do Mutum foi criada pela Diocese de Vitória (ES) em 30/10/1912, pela Lei nº 824. Com essa data, o novo bispo de Vitória, Dom Fernando de Souza Monteiro, CM, cria a Paróquia de “São Manoel do Mutum, no município de Marechal Hermes”, e concede “Provisão de Vigário Encomendado da Freguesia de São Manoel do Mutum, desse bispado, em favor do Pe. José Polidano, por tempo de um ano”, em 3/12/1912. Pe. José Polidano foi o primeiro vigário (pró–pároco) de Mutum, no período de novembro de 1912 a julho de 1913. Nesse período, não visitou nenhuma capela da freguesia. Todos os sacramentos foram realizados na Matriz, bem como os demais atos litúrgicos. Em 1956, Mutum passou para a jurisdição da nova Diocese de Governador Valadares.

Missão Redentorista em Mutum – 1970

Três missionários redentoristas iniciaram um ardoroso trabalho missionário em Mutum, de fevereiro de 1970 até fevereiro de 1971, quando chegaram os missionários sacramentinos. Os padres redentoristas — Pe. Jésus Ferreira, Pe Zelândio Portes e Pe. Antônio Ribeiro — dinamizaram as missões, dividindo a paróquia em três grandes setores. A evangelização ocorria na forma de ensaios de cânticos, catequese e confissões, preparação para a Primeira Eucaristia, formação para pais e padrinhos de batismo, além de uma atenção especial à juventude, organizando futebol e escola. O lema era: “Bom de bola, bom de escola”. Com os redentoristas, a paróquia ganhou novo vigor e saiu do radicalismo, conforme expressa Pe. Demerval em seu livro. Mutum retorna para a Diocese de Caratinga em 12 de junho de 1974, conforme pedido de Dom Hermínio feito a Dom Correia. Em 5/11/1974, Dom Correia fez visita de cortesia aos padres de Mutum (Pe. José Herval Ferreira, SDN), reuniu-se com as pastorais e celebrou a Santa Missa.

Jurisdição Eclesiástica

Ao longo desses cem anos de evangelização, a Paróquia de São Manoel recebeu assistência eclesiástica de quatro dioceses. No ato de sua criação, pertencia à Diocese de Vitória (ES), pelo fato de Mutum, à época, pertencer ao Estado do Espírito Santo. Em 1914, foram resolvidos os conflitos de terra. Com isso, o bispo de Vitória (ES) e o arcebispo de Mariana (MG) definiram também a jurisdição eclesiástica; assim, a paróquia passou a pertencer à Arquidiocese de Mariana (MG). Em 1915, foi criada a Diocese de Caratinga, e novamente a paróquia de Mutum mudou de bispado. Em 1956, foi criada a Diocese de Governador Valadares (MG), e Mutum passou a pertencer à nova diocese. O primeiro bispo diocesano de Governador Valadares foi Dom Hermínio. No ano de 1974, os bispos Dom Hermínio, de Governador Valadares, e Dom José Eugênio, de Caratinga, fizeram um acordo, e Mutum voltou a pertencer à Diocese de Caratinga.

Sacramentinos em Mutum

Os missionários sacramentinos chegaram a Mutum em fevereiro de 1971, a convite de Dom Hermínio, bispo de Governador Valadares. Aqui permaneceram até o final de 1997. Estiveram como párocos Pe. José Herval Ferreira, Pe. José Lopes da Silva e Pe. Isaías Júnior de Andrade, sempre acompanhados de vigários paroquiais. Marcas principais dos sacramentinos: formação de líderes cristãos comprometidos com a Igreja; forte investimento em cursos de conscientização; iniciação bíblica; formação das equipes de reflexão; cursos Pré-Boa Nova; organização da Pastoral do Dízimo e da Pastoral Familiar. Destaque especial para a presença do Frei Carlos Mesters, um dos grandes biblistas do Brasil, no ano de 1976. Em 1977, criou-se o decanato de Ipanema, hoje Forania de Ipanema. Em 1979, Dom Hélio assume a Diocese de Caratinga. A presença dos sacramentinos durou 28 anos em Mutum.

Chegada dos Padres Diocesanos

Em 17 de janeiro de 1998, Pe. Silas de Paula Barros assume a direção da paróquia. Dom Hélio presidiu a Missa de posse. Pe. Silas assumiu a paróquia com o propósito de continuar o trabalho evangelizador. Durante o período de Pe. Silas, destacam-se a elaboração do projeto da Rádio Cultura FM 87,9 e o projeto “Evangelização: tarefa de todos”. Em julho de 1998 foi realizada a 1ª Assembleia Paroquial. Houve também o estudo do Documento 77 da CNBB, sobre os leigos, e a concretização do V Plano de Pastoral. Foram estimulados novos Grupos de Reflexão e fortalecido o protagonismo dos leigos. Em 2002, a paróquia atingiu o número de 500 Grupos de Reflexão e celebrou seus 90 anos de existência. No mesmo ano, realizou-se um show com Pe. Zezinho e o “Trio Ir ao Povo”. Entre as decisões da Assembleia Paroquial de 2003, destacaram-se a prioridade às CEBs e aos Grupos de Reflexão e a campanha “Troque sua arma por uma Bíblia”. Em abril de 2008, aconteceu em Mutum o Primeiro Encontro de CEBs da forania, com a presença do Pe. José Moreira Bastos, coordenador diocesano de pastoral. Houve ainda a organização dos conselhos em todas as comunidades e a celebração do Centenário da Paróquia. Pe. Silas permaneceu em Mutum até novembro de 2012. Pe. José Marcelino Pereira assumiu a paróquia em novembro de 2012, permanecendo até fevereiro de 2020. Durante seu período à frente da paróquia, destacou-se a reativação das pastorais e a dinamização da Pastoral do Dízimo. Realizou–se a construção do Centro de Evangelização – Edifício Dom Hélio – e a reforma da Matriz. Houve forte valorização dos Grupos de Reflexão, realização das assembleias paroquiais, implantação do VII Plano de Pastoral e investimento na formação dos leigos. Incentivou-se o estudo bíblico no mês de setembro e organizou-se a galeria dos padres que passaram por Mutum. Pe. José Paulo Vilela assumiu a paróquia em fevereiro de 2020 e é o atual pároco, auxiliado pelo vigário Pe. José Antônio Nogueira e pelo seminarista Jarbas Antônio Viana. Entre as principais marcas de seu período estão a formação de lideranças e a realização de cursos bíblico-teológicos, de catequese e Pré-Boa Nova, assessorados pelos professores Altamir Célio, Altierez dos Santos, João Resende e Mariano. Destacam-se também a revitalização das pastorais e a valorização dos CPCs, concedendo maior autonomia às lideranças. Houve a reorganização da paróquia em regiões, a realização de assembleias paroquiais com revisão e planejamento anual, além da construção e reforma do escritório paroquial e dos salões paroquiais. Também foi construído um anexo à casa paroquial, revitalizados os Grupos de Reflexão e dinamizadas a liturgia e a catequese.

São Manoel - 17 de Junho
Manuel ou Manoel, provém do nome bíblico Emanuel com que foi chamado o Messias, na famosa profecia de Isaías (7,14) e significa: “Deus conosco”. Este nome é sobejamente usado entre os povos espanhóis e portugueses. Encontra larga acolhida também n Brasil que, inclusive, dedica três municípios a São Manuel.
O Martirológico Romano cita só dois santos com este nome; o primeiro no dia 26 de março, era um militar de data incerta que sofreu o martírio com mais outros trinta e nove, entre os quais, se fez menção também de Quadrado e Teodósio. O martírio destes se deu na Ásia Menor.
O segundo é o que está sendo comemorado neste dias pelo Martirológico, com estas palavras: “Em Calcedônia, os santos mártires Manuel, Sabel e Ismael, que foram mandados como embaixadores pelo rei da Pérsia, para pedir a paz a Juliano apóstata. Quis este imperador obrigá-los a adorar os ídolos e, porque se recusaram constantemente a fazer tal coisa, mandou-os matar”.
Situamos este breve fato em seu contexto histórico.
A Igreja tinha finalmente adquirido a liberdade religiosa com o “Edito de Milão”, em 313, por obra do magnânimo imperador Constantino Magno. Há cinquenta anos, estava gozando desta liberdade que lhe possibilitara uma larga expansão, favorecida, inclusive, pelo batismo recebido pelo próprio imperador Constantino.
Deu-se, porém, uma guinada brusca nesta situação por obra de um sobrinho de Constantino, chamado Juliano, que se tornou apóstata, isto é, traidor da fé. A ambição e o orgulho desmedido, aliados a desvios na educação que ficou a cargo de mestres pagãos. Acérrimos inimigos do Cristianismo, levaram Juliano a regenerar o próprio batismo e iniciar-se nas crendices pagãs.
Sucessos no setor militar e circunstâncias favoráveis levaram Juliano ao mais alto grau da magistratura romana e a ser proclamado imperador, em 361. Tomou então uma atitude de hostilidade contra o Cristianismo, querendo restabelecer os prestígios da mitologia greco-romana. Voltou para a Igreja o tempo do terror, reabriram-se as portas dos cárceres para os cristãos. O principal objetivo de Juliano era barrar a marcha da religião de Cristo que, por desprezo chamava de Galileu, mesmo com o uso de violência.
Em 363, Juliano decidiu travar guerra contra os persas que ameaçavam continuamente os confins do Império Romano no Oriente. Inicialmente, conseguiu ótimos sucessos militares que induziram o rei dos persas a solicitar a paz com Roma.
Foi neste contexto, que se deu a embaixada persa junto ao imperador Juliano para negociar a paz. Escolhidos para esta delicada missão foram três nobres: Manuel, Sabel, Ismael, pertencentes ao exíguo número de cristãos viventes no Império Persa.
As negociações para a paz não tiveram sucesso, pelo contrário, a condição cristã dos três enviados irritou o imperador Juliano, que descarregou neles seu ódio contra o Cristianismo e contra os persas. Submeteu os embaixadores a humilhante processo. Recusando dobrar-se perante a imposição do imperador, a fim de que adorassem os ídolos, foram submetidos a cruéis tormentos e, por fim, decapitados. Era o ano 363.
O castigo de Deus contra o imperador apóstata não tardou. Os persas, ofendidos sobremaneira pela matança de seus embaixadores, redobraram seus esforços na guerra e conseguiram uma virada na situação. O próprio imperador Juliano foi ferido de morte. Uma antiga tradição diz que, vendo-se golpeado de morte, Juliano teria dado um grito de desespero contra Cristo, com estas palavras: “Vencestes, ó Galileu!”
Com sua morte, terminou definitivamente a perseguição, e a Igreja voltou a viver em paz. Se a história não nos forneceu maiores notícias relativas a São Manuel, o fato do martírio, como suprema prova de amor a Cristo, já é um gesto que o torna altamente merecedor de nossa veneração.
“Chamar alguém de ‘mártir’, disse Santo Agostinho, é fazer-lhe o mais alto dos elogios!
1. Alto Dourado- Nossa Senhora Aparecida
2. Alto Santa Rita - São Sebastião
3. Barcelos - Nossa Senhora das Graças
4. Barra da Ponte Alta - Nossa Senhora do Rosário
5. Barra do Himalaia - São Sebastião
6. Barra Longa - Santa Terezinha
7. Boa Esperança - Nossa Senhora Aparecida
8. Bom Conselho - Nossa Senhora do Bom Conselho
9. Bronze - São Cristóvão
10. Cachoeirão - São João Batista
11. Caracol - Divino Espírito Santo
12. Centenário - Santo Antônio
13. Córrego Seco - Santo Antônio
14. Divino - Divino Espírito Santo
15. Encoberta - São Paulo
16. Farias - São Sebastião
17. Floresta - Nossa Senhora Aparecida
18. Frei Galvão - Santo Antônio de Santana Galvão
19. Himalaia - São José
20. Humaitá - São Francisco de Assis
21. Imbiruçu - Nossa Senhora do Mont' Serrat
22. Lagoa Torta - Nossa Senhora da Conceição
23. Lajinha - Divino Espírito Santo
24. Leandros - São Vicente
25. Mata Fria - Nossa Senhora Aparecida
26. Matriz - São Manoel
27. Nossa Senhora Aparecida - Nossa Senhora Aparecida
28. Nossa Senhora da Eucaristia - Nossa Senhora da Eucaristia
29. Nossa Senhora da Penha - Nossa Senhora da Penha
30. Nossa Senhora das Graças - Nossa Senhora das Graças
31. Nosa Senhora de Lourdes - Nossa Senhora de Lourdes
32. Ocidente - São Sebastião
33. Palha Branca - Nossa Senhora Aparecida
34. Ponte Alta - São Sebastião
35. Rodrigues - São Sebastião
36. Roseiral - Senhor Bom Jesus
37. Santa Efigênia - Santa Efigênia
38. Santa Eliza - São Sebastião
39. Santa Luzia - Santa Luzia
40. Santa Luzia de Ocidente - Santa Luzia
41. Santa Maria - Santa Maria
42. Santa Rita - Santa Rita
43. Santa Terezinha - Santa Terezinha
44. São José - São José
45. São Judas Tadeu - São Judas Tadeu
46. São Lucas - São Lucas
47. São Martinho - São Martinho
48. São Roque - São Roque
49. São Sebastião - São Sebastião
50. São Vicente - São Vicente
51. Taquara - São Francisco de Assis
52. Vala do Batista - Nossa Senhora das Graças
53. Vargem Alegre - Nossa Senhora Aparecida
54. Vargem Alegre dos Farias - Nossa Senhora Aparecida
55. Venda Azul - São Sebastião
56. Vermelho - Nossa Senhora da Conceição

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